E dizem que Brasília não tem Mar…

Dizem que Brasília não tem mar, mas no domingo, dia 06 de novembro, um mar azul de gente invadiu o cerrado para a Golden Four Asics Brasília.

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Na verdade a festa já começou no sábado, dia 05, na Expo realizada no prédio do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, onde todos puderam conferir uma loja com produtos Asics, diversos serviços como Personalização das camisetas, Buffet de massas, além de palestras e mesas redondas sobre o universo das corridas com nomes como: Edson Dantas, para atleta amputado de membros inferiores, bi-campeão da Maratona de Nova Iorque em sua categoria; o fisioterapeuta David Homsi; o técnico Wanderlei de Oliveira; Sérgio Xavier Filho (editor da revista Runner’s World), além de uma mesa-redonda com atletas de alto desempenho, dentre eles, Solonei Rocha e Adriana Silva, medalhistas de ouro no último Pan.

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Fui até a Expo na companhia da minha namorada Paula e lá chegando, tive a chance de reencontrar vários amigos corredores aqui de Brasília e alguns que conheci através das redes sociais. Além disso, tive a oportunidade de conhecer vários com quem falava apenas pela internet, mas nunca tinha tido chance de encontrá-los. Não vou citar nomes para não esquecer algum deles, mas sintam-se todos citados nesse texto. Infelizmente não pude ir ao jantar de massas que houve, mas pelo que vi em fotos, foi um sucesso.

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No Domingo, tinha colocado o despertador para tocar às 5:30 da manhã para que pudesse me prepara sem correria, apesar de estar em um local bem próximo a largada. Mas quem disse que precisou? Às 4:30 já estava de pé por conta da ansiedade que me tomava não apenas nesta manhã, mas já há alguns dias. Pra mim era um dia cheio de expectativas, pois seria uma chance de ouro para derrubar meu tempo anterior nos 21k que era de 1h53min feitos na Meia Maratona Internacional Caixa de Brasília, em abril desse ano e que já há algum tempo, na minha cabeça já não expressava com exatidão meu atual nível técnico após começar a treinar sob a batuta do Mestre Wanderlei de Oliveira.

O dia estava sob encomenda; sol fraco e temperatura agradável. Para evitar o empurra-empurra típico das largadas, felizmente tinha conseguido vaga na elite B, então pude curtir todo aquele frio na barriga, toda a emoção da espera da largada e a euforia daquele amontoado de gente a minha volta, todos em busca de um tempo melhor, e era isso que o trajeto prenunciava. Mas a jornada apenas se iniciava e eu nem queria pensar nisso, ainda tinha 21 kms pela frente. Um belo sol num tom avermelhado pareceu saltar de trás do horizonte para ver a largada e permaneceria até o fim nos observando. No “estouro da boiada” foi difícil correr sem perder o passo no meio de 2.400 atletas.

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Logo pude encaixar meu pace planejado, que era de 4’40” por minuto. Cruzei a placa de 10K com 47 minutos e achei que poderia concluir a prova com 1h 39′ pois estava me sentindo bem. Reuni todas as forças para manter o pique durante os 3 kms de uma subida que a essa altura (entre os kms 13 e 16) já era uma barreira a mais pra alcançar a marca desejada. Veio uma energia não sei de onde e, no km 17, aumentei ainda mais meu ritmo e corri atrás do prejuízo. Afinal, tinha “gás” e sabia que conseguiria chegar sem quebrar. E foi assim que completei a prova em 1h39min41seg. No corredor de chegada os braços se abriram como que com vontade de abraçar o mundo! E o coração pôde enfim descansar ao lado da bela medalha dourada.

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Depois vieram mais fotos, encontros, risadas, lamentações, abraços, piadas, histórias, momentos únicos. Foi mais um domingo inesquecível no mundo da corrida.

Agora, meus agradecimentos: Em primeiro lugar, agradeço a minha namorada Paula pelo apoio, suporte, paciência e por tudo; Mestre Wanderlei de Oliveira por me transformar em um novo corredor; O grande David Homsi pela companhia no trote, pelo bate papo e por tudo mais; aos amigos que compartilharam comigo este fim de semana especial (sintam-se todos abraçados); Harry Thomas Jr. e Kelly Ueda pela simpatia inenarrável e por fim, um agradecimento a ASICS e a Iguana Sports pelo respeito dado aos corredores e pela organização impecável (Postos de hidratação, sinalizados com 100 metros de antecedência, muita água e isotônico, etc…) fato surpreendente nesse mundo dos organizadores de provas em que a vontade das emissoras de TV prevalece muito mais que o conforto dos corredores. Ano que vem quero encontrá-los de novo aqui na capital.

20 thoughts on “E dizem que Brasília não tem Mar…

  1. O prazer de conhece-lo foi todo meu, grande Andre!!!!! Temos o privilegio de treinar c/ um dos melhores mestres do atletismo q é o Wanderlei….só se dedicar e treinar q os resultados aparecem…Valeu pelas dicas sobre Brasilia e nos vemos em outras corridas c/ certeza. Bjos.

  2. Beleza André! Foi um prazer conhecê-lo pessoalmente após tantos contatos virtuais. E parabéns pela prova! Com a ajuda indispensável do Wanderlei corremos atrás de nossos sonhos e alcançamos nossos objetivos. Quem venham os próximos!!!

  3. Parabéns pela brilhante conquista!!!!!!! Com certeza você se dedicou bastante para alcançar este objetivo! Eu acompanhei e sei muito bem disso!
    O empenho é algo indispensável para alcançar qualquer objetivo!!!!!!!

    Um beijo!!!!!!

  4. Salve ANDRÉ OLIVEIRA,

    Belíssima narrativa!
    Você usou a razão na prova para controlar o ritmo e emoção no resultado.
    Fico feliz pela sua superação e conquista.
    Foi um ótimo final de semana em Brasília na companhia de muitos amigos.

    Corra em busca de seus sonhos.

    Wanderlei de Oliveira

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