Somewhere in Time (Em algum lugar do passado)

O primeiro amor a gente não esquece. A primeira corrida, geralmente de 5k, também não. Pelo menos eu não esqueci. Você olha para sua primeira medalha e pensa no esforço que fez para consegui-la e de quando não se imaginava correndo essa distância.

Com o passar do tempo, naturalmente queremos evoluir para distâncias maiores e provas mais difíceis e estes mesmos sofridos 5k se tornam apenas uma pequena parte do percurso das provas posteriores. No meu caso em questão, voltei a correr com mais regularidade em 2009. Desde 2011 comecei a treinar com o Técnico Wanderlei de Oliveira e resolvi que queria correr uma maratona, não sei por que cargas d’água, mesmo sendo aconselhado pelo mesmo a não fazê-lo e não sendo um corredor experiente que tinha como melhores marcas pessoais tempos nada expressivos e que giravam por volta de 26 minutos nos 5k e de 59 minutos nos 10k.

Pois bem… Não só corri a de 2011, como outra em 2012, as duas em Brasília e tive como melhor marca 3h47min na segunda. Logo após a deste ano, percebi que correr os 42k tão cedo foi só para alimentar o meu ego, talvez pelo fato da distância ter um glamour e de certa forma, na cabeça de grande parte da comunidade dos praticantes, “separar” os corredores de verdade dos “aventureiros” das provas de fim de semana.

Vi que tinha deixado de correr as provas menores, principalmente as de 5k, pois achava perda de tempo e tinha preguiça de levantar para ficar menos tempo correndo do que no ponto de ônibus esperando a condução para casa. De uns tempos pra cá, talvez pela escassez de grana, resolvi correr algumas provas de um circuito cross-country aqui de Brasília, o Cross-parques, e a partir de então tomei gosto pela distância novamente.

Nos últimos 15 dias, correndo os 5k, experimentei algo que há algum tempo não sentia o gosto correndo 10, 16 ou 21k: baixar minha melhor marca pessoal. No dia 26/08 baixei meu PR nos 5k que era até então de 22:30 para 21:39 na X Corrida Duque de Caxias, onde fui 37º no geral, 10º na categoria e cruzei a linha de chegada antes mesmo da campeã feminina (22:12). No sábado passado, dia 01/09, esse PR caiu novamente, desta vez na Etapa Night do Circuito Capital Run, para 21:20 e num percurso mais duro que o da marca anterior.

recorde 1-vert

Por diversas vezes, o Wanderlei me disse: “Invista nas distâncias menores. Quanto melhor se sair nelas, melhor se sairá quando resolver fazer sua próxima maratona”. Ao correr provas mais curtas e rápidas, o corredor consegue desenvolver uma tolerância maior ao lactato e até mesmo retardar este acúmulo, fazendo com o tempo, que você consiga correr mais rápido em provas mais longas. Este também é um dos princípios dos treinos intervalados corridos em alta velocidade.

Não é a toa que muitos maratonistas de sucesso, começaram em provas menores, principalmente nos 5.000 e 10.000 metros. Dizem que Mo Farah, campeão olímpico nas duas distâncias, depois de muito tempo nas provas de fundo, vai migrar pros 42k.

Não sei quando vou correr uma maratona novamente, pode ser em breve ou daqui a algum longo tempo, mas até lá vou aproveitar, sem preconceito, os prazeres que as pequeninas me proporcionam.

6 thoughts on “Somewhere in Time (Em algum lugar do passado)

  1. “Invista nas distâncias menores. Quanto melhor se sair nelas, melhor se sairá quando resolver fazer sua próxima maratona”. Gostei dessa frase. Estou pensando atualmente nisso. Vou correr a Maratona de SC e depois me dedicar as provas menores, justamente pra ficar bom nos 5 e 10, e aumentar depois gradativamente. Acho que me precipitei nas maratonas também.

  2. Fala André. Tem que confiar mesmo no chefe. Os resultados realmente vem com o tempo e de baixo para cima🙂
    Faltou só colocar a referência do título, se veio do álbum do Iron Maiden ou do filme do Jeannot Szwarc…

    Abs

    Sergio Rocha

  3. Grande Sergio, apesar de ser um fã, mesmo que não tão fiel do Iron Maiden, quando escrevi o post e lembrei desse título, pensei no filme com o Christopher Reeve…. rs

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